segunda-feira, 20 de abril de 2026

ÍDOLOS. E Partiram!

 Numa sexta-feira, 17 de abril, em São Paulo, morreu um ídolo brasileiro.

Oscar, apesar de jogar basquete, que não é um esporte muito apreciado no país, marcou a história com os feitos e com sua representatividade verde e amarela sempre, em garra e simpatia incomparáveis. 


Esse foi um homem de lutas marcantes e nunca se entregou... Nem para a doença cruel que atingiu tão cedo.
Nada tirou o sorriso de um ídolo tão grande como Pelé e Airton Senna...


Ofuscado pela notícia da morte de um grande ídolo, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, morreu Luiz Ronaldo Nunes Rangel... O Luizinho Rangel.
Como tantos outros jogadores de futebol desse país, Luiz Ronaldo se destacou nas categorias de base do Botafogo de "seu" Néca, e chegou ao profissional. Em seus feitos, ficou a marcação implacável ao craque Zico e a dupla com o já falecido Mendonça, nos anos 70-80.


Luiz Ronaldo, assim era que o chamava porque assim o conheci com meus doze anos e comecei a ver nele um líder, amigo e ídolo, tinha suas características de viver. Era ligado na vida, compromissado com suas expectativas e inteligente.


De todos nós, garotos com 12 anos, da periferia do Rio de Janeiro, ele, Tiquinho, Dodô e Ronaldo Torres chegaram ao topo de nossos desejos que era a profissionalização.
Meu amigo Ronaldo, assim como outros de São Gonçalo, ainda está aqui para seguir a vida e poder testemunhar comigo o pouco da história desses meninos.


A categoria era dentes de leite em 1970... Luiz Ronaldo era o primeiro ao lado de "seu" Néca e, com a seta na cabeça (coisas de meu pai com uma Kodak) estava eu.




Em Brasília...

Jogamos juntos algumas vezes... Ele, por se destacar, subiu logo de categoria.


Disputamos futebol de salão em colegiais, pelo campeonato de Niterói, sempre contra, e fomos convocados para seleção do velho Estado do Rio de Janeiro, a disputar o brasileiro da categoria juvenil.
Eu já havia deixado o sonho do Botafogo e ele conseguia conciliar os treinos e a seleção até a semifinal quando caímos para o Campeão Minas Gerais. 
Eu estava fora por haver fraturado o dedão do pé direito.


Haviam as boas lembranças da turma de Niterói - que era grande - voltando de jogos ou treinos do Botafogo, na barca, com Luizinho liderando e zoando toda a rapaziada, cantando músicas do Ivan Lins as vezes... Saudades, amigo!!!

A vida seguiu, o tempo passou depressa. Cada um foi para seu lado e, com certeza, todos seguiram a carreira do Luiz, assim como a do Tiquinho. E todos tinham Oscar como ídolo, com certeza também.
Inclusive o Luiz Ronaldo.

Vi há pouco que ele esteve em departamentos do futebol do São Bento, em Sorocaba, SP,  por dez anos... 



Meu querido amigo Luiz Ronaldo, que aprendi a gostar e respeitar. Que tinha seu jeito bem próprio e peculiar de tratar as pessoas e sua forma de alegria diferenciada, que parecia esconder algo que ele não contava para ninguém.

Rendo aqui nessas linhas minha homenagem.
Acredito que elas deveriam ser maiores mas, o Oscar Schmidt era ídolo do Brasil e de todos os brasileiros... Ofuscado foi meu amigo em sua despedida. Mas, se sei um pouco do Luiz, até ele deve ter gostado.

Vá em PAZ!!!
Perdoa esse descontinuado amigo!


sexta-feira, 29 de março de 2024

Boa Páscoa, Escolinha!!!

 

Estamos ao final da Sexta-feira Santa.

E resolvi escrever mais uma vez por aqui mas dessa vez por uma sugestão, digamos, colaboração que tem suas equidades de espírito entre dois amigos da Escolinha. Foi gratificante, confesso.

Espero poder transformar essa postagem naquilo que possa merecedor das belas mensagens que recebi hoje.

O dia é propício a reflexão... 


Aos amigos Ronaldo, que chamamos Tuta, e Genil os meus sinceros agradecimentos.




São dois vídeos que recebi quase ao mesmo tempo e, que versam, por acaso, sobre um mesmo tema com enfoques diferentes mas que falam de vida. Tão cara e preciosa quanto as verdades ditas ali.

Acredito que todos nós já viveu ou esteve perto de situações parecidas, as vezes sem nos darmos conta, as vezes, coração calado, passamos ao lado como o tempo faz com a gente.

Eu vou interpretar assim o vídeo do Tuta: DEVEMOS SER MAIS GRATOS!


Gratidão, Senhor!

Por perdoar-nos todos os dias que nos oferece a vida.


Um pouco antagônico, o vídeo que Genil enviou conta a nossa história e as nossas escolhas.

Fala de um amor cada vez mais distante, perdido por aí pelo tempo, transformado e por vezes declarado por verdades e significância.

Fala do tempo de cada um e do verdadeiro amor, indiferente a inutilidade imposta.


A vida, o tempo, o significado de ser.

Senhor, perdoa nossas faltas e abençoa as boas escolhas!


Todos nós temos nosso tempo.

Todos sabemos que estamos de passagem.

Todos temos direito de escolhas e, por sorte, de sermos escolhidos.

Dois momentos de reflexão que dizem VIVA e SINTA-SE AMADO.

Tempo. Ele passa rápido e implacável, deixa marcas, histórias e faz o que se chama vida.

Boa Páscoa, Escolinha!



quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Remédio de Paz 🕊️

Estou aqui recolhido, na expectativa da tempestade que se aproxima, temeroso que sou, e me pego pensando no passado próximo, comparando com a condição atual.
Problemas todos nós temos... Filhos também, a maioria.
Mas, houve um tempo em que a qualquer condição ruim que me deixasse para baixo, triste mesmo, eu lembrava que domingo eu estaria na Escolinha... Era um remédio de esperança, um afago de alma e, porque não dizer, o motivo de ir em frente, superar, confortar o coração.
Como era bom levantar cedinho e saber que, mesmo atarantado com as coisas que a vida traz, a gente ia dar um abraço nos amigos, ter um sorriso ao ouvir histórias e brincadeiras que, mesmo repetidas, nos deixava com um pouco de paz 🕊️.
É certeza que também esses problemas nos deixava as vezes meio "perdidos" e nos tirava do sério dentro do campo. A gente não queria sentir mais perda... Era só.
Então, se bem me lembro, a Escolinha e o veterano do Diamantina, foram minha "igreja" por muitos anos.
Entre pecados e orações por bençãos, juntos, seguiamos.
E, quando chegava a hora de ir pra casa, já a tarde, lamentos sempre se ouviam:
"Como está longe o domingo, né!"

sábado, 3 de fevereiro de 2024

O Rio Antigo... Do Chico e Buzar

 Alcione, antes de iniciar a interpretação dessa música, fala de sua vida e rende "Graças a Deus" por colocar no seu caminho Chico "Gênio" Anysio e Nonato Buzar, que compuseram Rio Antigo e deram para ela cantar... Obra prima.

Eu, particularmente, não aprecio a Alcione como cantora, seu repertório, mas, nesse caso, não há igual.

Chico Anysio

Nonato Buzar








 

Quero um bate-papo na esquina

Eu quero o Rio antigo com crianças na calçada



Brincando sem perigo, sem metrô e sem frescão


O ontem no amanhã
Eu que pego o bonde doze de Ipanema

Pra ver o Oscarito e o Grande Otelo no cinemaDomingo no RianMe deixa eu querer mais, mais paz



Quero um pregão de garrafeiro

Zizinho no gramadoEu quero um samba sincopado

Baioba, bagageiroE o desafinado que o Jobim sacou


Quero o programa de calouros com Ary Barroso

O Lamartine me ensinando um lá, lá, lá, lá, lá, gostosoQuero o Café Nice de onde o samba vem










Quero a Cinelândia estreando: E o Vento Levou


Um velho samba do Ataulfo que ninguém jamais agravouPRK-30 que valia cem


Como nos velhos tempos
Quero o carnaval com serpentinas

Eu quero a Copa Roca de Brasil e Argentina

Os Anjos do Inferno, Quatro Ases e Um CoringaEu quero, eu quero porque é bom



É que pego no meu rádio uma novelaDepois eu vou à Lapa, faço um lanche no CapelaMais tarde eu e ela, nos lados do Hotel Leblon











Quero um som de fossa da DoloresUma valsa do Orestes, zum-zum-zum dos Cafajestes








Um bife lá no Lamas


Cidade sem aterro, como Deus criou


Quero o chá dançante lá no clube com Waldir CalmonTrio de Ouro com a Dalva, Estrela Dalva do BrasilQuero o Sérgio Porto e o seu bom humor




Eu quero ver o show do Walter Pinto com mulheres mil


O Rio aceso em lampiões e violões que quem não viu


Não pode entender o que é paz e amor

La laia, la laia, la laia, la laie

Então, ouçam e vejam...