Numa sexta-feira, 17 de abril, em São Paulo, morreu um ídolo brasileiro.
Oscar, apesar de jogar basquete, que não é um esporte muito apreciado no país, marcou a história com os feitos e com sua representatividade verde e amarela sempre, em garra e simpatia incomparáveis.
Esse foi um homem de lutas marcantes e nunca se entregou... Nem para a doença cruel que atingiu tão cedo.Nada tirou o sorriso de um ídolo tão grande como Pelé e Airton Senna...
Ofuscado pela notícia da morte de um grande ídolo, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, morreu Luiz Ronaldo Nunes Rangel... O Luizinho Rangel.
Como tantos outros jogadores de futebol desse país, Luiz Ronaldo se destacou nas categorias de base do Botafogo de "seu" Néca, e chegou ao profissional. Em seus feitos, ficou a marcação implacável ao craque Zico e a dupla com o já falecido Mendonça, nos anos 70-80.
Luiz Ronaldo, assim era que o chamava porque assim o conheci com meus doze anos e comecei a ver nele um líder, amigo e ídolo, tinha suas características de viver. Era ligado na vida, compromissado com suas expectativas e inteligente.
De todos nós, garotos com 12 anos, da periferia do Rio de Janeiro, ele, Tiquinho, Dodô e Ronaldo Torres chegaram ao topo de nossos desejos que era a profissionalização.
Meu amigo Ronaldo, assim como outros de São Gonçalo, ainda está aqui para seguir a vida e poder testemunhar comigo o pouco da história desses meninos.
A categoria era dentes de leite em 1970... Luiz Ronaldo era o primeiro ao lado de "seu" Néca e, com a seta na cabeça (coisas de meu pai com uma Kodak) estava eu.
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| Em Brasília... |
Jogamos juntos algumas vezes... Ele, por se destacar, subiu logo de categoria.
Disputamos futebol de salão em colegiais, pelo campeonato de Niterói, sempre contra, e fomos convocados para seleção do velho Estado do Rio de Janeiro, a disputar o brasileiro da categoria juvenil.
Eu já havia deixado o sonho do Botafogo e ele conseguia conciliar os treinos e a seleção até a semifinal quando caímos para o Campeão Minas Gerais.
Eu estava fora por haver fraturado o dedão do pé direito.
Haviam as boas lembranças da turma de Niterói - que era grande - voltando de jogos ou treinos do Botafogo, na barca, com Luizinho liderando e zoando toda a rapaziada, cantando músicas do Ivan Lins as vezes... Saudades, amigo!!!
A vida seguiu, o tempo passou depressa. Cada um foi para seu lado e, com certeza, todos seguiram a carreira do Luiz, assim como a do Tiquinho. E todos tinham Oscar como ídolo, com certeza também.
Inclusive o Luiz Ronaldo.
Vi há pouco que ele esteve em departamentos do futebol do São Bento, em Sorocaba, SP, por dez anos...
Meu querido amigo Luiz Ronaldo, que aprendi a gostar e respeitar. Que tinha seu jeito bem próprio e peculiar de tratar as pessoas e sua forma de alegria diferenciada, que parecia esconder algo que ele não contava para ninguém.
Rendo aqui nessas linhas minha homenagem.
Acredito que elas deveriam ser maiores mas, o Oscar Schmidt era ídolo do Brasil e de todos os brasileiros... Ofuscado foi meu amigo em sua despedida. Mas, se sei um pouco do Luiz, até ele deve ter gostado.
Vá em PAZ!!!
Perdoa esse descontinuado amigo!